segunda-feira, 21 de julho de 2008

Recodações da idade da inocência

Hoje comecei a árgua tarefa de arrumar as velharias do baú... quero entrar na casa nova com novo espírito e com poucos papeis...

A propósito do escrito aqui http://outra-mala-de-cartao.blogspot.com/2008/07/idade-da-inocncia.html, também os papés velhos do meu baú me trouxeram a memória de outros tempos...

Encontrei coisas surreais, coisas que não sabia guardadas... Encontrei coisas que ainda hoje sei perfeitamente quando as escrevi, quando e porque as guardei... todos esses papéis velhos são parte da minha História e, nalguns casos, custa-me um bocado atirá-los no saco do lixo...

Encontrei postais, papelinhos, recadinhos... fotos... Encontrei aquela mensagem de amor que me deixaste um dia... Encontrei os meus textos de revolta por me deixares... Encontrei fotos, números de telefone de pessoas de quem não me recordava sequer que existiam.. números que provavelmente já nem existem...

Encontrei apontamentos daquele curso de espanhol de há 4 anos.. Encontrei exames da Faculdade... Encontrei aquele CD que julguei perdido...

Encontrei tanto do que fui, dessa idade da inocência... desses tempos em que tudo era mais díficil, mas mais engraçado... Encontrei coisas desse tempo do GB... em que passávamos horas intermináveis no mirc e em que, apesar de tudo, se criou e terminou uma geração... Nesses tempos em que cada passo era uma descoberta maravilhosa, em que tinhamos medo, em que eramos felizes...

Encontrei-me... Encontrei pedaços de tanta gente, de tantas vidas cruzadas... Deitei no lixo tantas recordações dessa idade da inocência...

E pronto... a gaveta não ficou vazia... ficou meia... amanhã, talvez com menos saudosismo, ataco a próxima...

4 comentários:

Kokas disse...

Toca a enchê-la, de novo com coisas (pessoas) que valham a pena, claro!

Aquele abraço!

Chicão disse...

Existem momentos em que temos de nos livrar do peso de outros tempos, tempos que afinal já não existem, se acreditarmos, e eu acredito, só existe o presente. Neste sentido o que ficou para trás já não existe e não faz sentido continuarmos ligados a esses momentos.

Mas o certo é que também esses momentos fazem parte do nosso caminho, fazem parte do que fomos e, afinal do que somos hoje enquanto soma de todos os momentos. Mas meu, caro e amado amigo, a nostalgia não tem de ser necessariamente má, podes deitar fora os pedaços de tempos idos, mas mantém os momentos que passaram. Só assim faz sentido!

Um grande abraço (Maria Laurinda!)

Will disse...

Confesso que não me atrevo a aproximar da minha... tenho medo de ser esmagado pelas recordações!

MMQ disse...

hm... este blog vai virar corta os pulsos??? :P

pois eu sou uma pessoa terrivel para fazer arrumações... guardo imensa coisa mas depois da-me furias e apetece-me deitar tudo fora! as vezes arrependo-me...